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  • Sílvio Ribas

A contagiante reação da economia

Maio já começou a dar motivos para crer em perdas menores com a pandemia e outros sinais nos encorajam a crer em mudanças positivas.



Os mais frágeis sinais de melhora na arrecadação de impostos, as primeiras revisões oficiais para cima de estimativas de retração econômica e a mais singela das possibilidades de retomada de atividades produtivas já levam ânimo aos corações mais combalidos pela atual crise pandêmica.


A Covid-19 mundo afora nos cobrou e nos cobra preço altíssimo, sobretudo com as muitas vidas que levou e as preocupações cotidianas que nos instila assim que colocamos o pé para fora da cama. Mas a teimosa Esperança junto com a amiga Solidariedade esboçam força maior que o vírus.


Companhia de quarentena de bilhões de pessoas no planeta, Esperança e Solidariedade, ajuda a enxergar dias melhores e a preparar a construção de um novo tempo. Já temos coisas acumuladas por fazer, de ganhar dinheiro a perder peso, mas a lista começa a ser zerada com o desejar bem ao outro.


Contagiar positivamente o astral coletivo favorece o ciclo virtuoso porque dialoga com o desejo da maioria. Entusiasmo com a reação da economia já provoca ganhos aqui e ali. Por mais que pessimistas insistam em dizer que a retomada vai demorar, indicadores publicados nos últimos dias animam.


Relatórios de emprego nos Estados Unidos revelam vontade das empresas em contratar ou parar de demitir. Vendas do varejo lá avançam e reforçam confiança de consumidores. Na China e Europa, mais números animadores. No Brasil, indústria, construção e consumo sinalizam que o pior já passou.


Para coroar o segundo semestre de otimismo só falta chegar a vacina tão almejada. O mundo precisa de alívio após tanta angústia. O filósofo Leandro Karnal lembra que, após períodos de recolhimento e morte, sempre há explosão de sociabilidade, como foi o Renascimento após a Peste Negra.


Espero ver no pós-Covid-19 a alocação distributiva equânime no mundo, com oportunidades para catalisar desenvolvimento de economias deixadas à margem do ciclo que se encerra. Torço ainda pela valorização do convívio, do bem-estar coletivo e de novo encadeamento produtivo e de consumo.


A urgência de criar alternativas para atender ao cidadão em tempos de isolamento social já proporcionou como legado a redução de burocracia via serviços remotos. O governo estima economia anual de R$ 2, 2 bilhões com criação de 150 serviços digitais e mais eficiência. É só um exemplo do que ocorre. Sairemos disso higiênicos, austeros, ecológicos e solidários. 

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