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  • Sílvio Ribas

Alerta laranja para a economia

Atualizado: 25 de Jun de 2020

Mundo ainda enfrenta cenas tristes da pandemia, mas começa a adentrar ao terreno de volta à normalidade com risco de recuos

Há três meses o mundo enfrenta severos contingenciamentos, restrições e contenções de toda ordem devido à maldita pandemia da Covid-19, visando conter a circulação de pessoas por locais públicos. Nesse cenário cruel e absolutamente incomum, mas necessário para preservar vidas e a saúde da população, a maior perda é a da atividade comercial, aquela cujas portas estão voltadas para a rua.


As medidas adotadas por governos nas situações de urgência e de emergência, tais como isolamento social, distanciamento social e confinamento, vulgo lockdown, visam impedir a contaminação acelerada e, com isso, o colapso dos serviços de saúde antes do inevitável auge da pandemia. Esses planos todos implicam em sondagens constantes e outros cuidados, alguns dos quais parecem que vieram para ficar.


Nesse cenário cruel, os empreendedores, por óbvio, sonham com a volta à normalidade ou, ao menos, torcem para existir um chamado “novo normal” capaz de deixar seus negócios ativos até o dia de um suspiro de alívio mais profundo. Com fé, resiliência e alguma ajuda do setor estatal, buscam levar seus empreendimentos à outra margem desse turbulento rio de dificuldades. A humanidade chegará lá.


O maior desafio para todos que estão na mesma nave pandêmica é, justamente, enxergar a outra margem do rio. Mas fiquem seguros: ela está à espera de todos e fica mais próxima à cada remada que completamos, resistindo aos solavancos e ao medo permanente de adernar. Junto com nosso avançar vem a complicação na forma de monitorar o ambiente hostil, para saber como ele evolui para o bem ou para o mal.


Se usarmos o tal sistema de gestão de risco demarcado por cores, o Brasil está chegando à fase laranja. Agora oficialmente com a marca de um milhão de infectados, 500 mil recuperados e 50 mil mortos, o país passa do alerta vermelho, de risco muito alto, para o de severidade elevada. E semanas depois, deverá alcançar o sinal amarelo, de risco moderado.


O horizonte do sinal verde, de plena liberdade para vivermos sem ameaças de amplo contágio e mortes randômicas, quase uma loteria malévola, só virá com vacinas e tratamentos eficazes e recorrentemente atualizados. Um pouco antes disso, o rebanho mundial de humanos vai se pacificando, saindo da toca e fazendo a economia erguer-se do poço. E enquanto se receia as “segundas ondas”, é bom pensarmos e sonharmos com um vigoroso e luminoso pós-pesadelo.



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