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  • Sílvio Ribas

O futuro chegou!

Engenharia genética e informática são as duas pernas que conduzem hoje a humanidade para um futuro de gigantescas transformações

Há ao menos uma dúzia de carros voadores certificados à venda no mundo, a telefonia deu lugar às conversas por vídeos, dinheiro físico segue em crescente em desuso, empresas privadas planejam a colonização de marte e robôs já substituem braço e intelectos de seres humanos em diferentes frentes de trabalho. Sim, o futuro brilhante desenhado pela ficção para o século 21 finalmente chegou e está pronto para disparar.


Claro que nem tudo são rosas nessa nova era de inovação tecnológica. Doenças, mazelas sociais e conflitos bélicos continuam a figurar como pano de fundo da sociedade global, embora tenha havido muito progresso também nessas questões. Mas o que se apresenta como aspecto mais empolgante da fase atual está na extraordinária velocidade potencial das transformações. E essa corrida para a total renovação do mundo se dará por meio de duas pernas: a inteligência artificial e a engenharia genética.


Com a evolução de algoritmos em redes sociais e outras plataformas, além de computadores de processamento ultrarrápidos, a informática criará atalhos para a solução de problemas e para a inovação tecnológica. Várias experimentações em segmentos distintos do conhecimento já são feitas em meio virtual, queimando etapas. Protótipos são concebidos e testados em telas, com cooperação online, e depois impressos tridimensionalmente. Isso sem falar de novos materiais, como grafeno, que rompem fronteiras.


Na outra tração desse futuro, a genética, há também campos gigantescos a serem explorados, que podem trazer respostas para desafios pesados para a humanidade, como o câncer e doenças congênitas. Por isso foi merecido o prêmio Nobel de Química concedido anteontem às cientistas Emmanuelle CDharpentierr e Jennifer Doudna. A dupla criou a ferramenta que faltava para a edição precisa e segura de DNA de plantas, animais e pessoas. Que revoluções sejam desencadeadas por essa façanha, resguardada a bioética.


Nesse meio tempo de muito futuro, torço também para avanços nas searas das energias alternativas, da nanotecnologia com fins pacíficos e nobres, da imunização em massa para os sempre maldosos vírus, do controle de pragas como o mosquito, da telemedicina, da oferta de materiais biodegradáveis e recicláveis e, por fim, do desenvolvimento de próteses biônicas aceitas pelo organismo – de membros inferiores e superiores a retinas dos olhos.


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